Sobe para cinco o número de casos de monkeypox, doença conhecida como varíola dos macacos. em Campos dos Goytacazes. Destes casos confirmados, foi registrado um óbito e outros 12 casos foram descartados.
A decisão foi anunciada durante a 34ª Reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e Outras Doenças Emergentes e Reemergentes realizada na manhã desta segunda-feira (12), ocasião em que foi discutido o atual cenário epidemiológico para doenças como as transmitidas pelo coronavírus, monkeypox e poliovírus. Este último transmissor da Poliomielite, que já teve o primeiro caso registrado esse ano nos Estados Unidos da América (EUA) e com decretação de emergência de saúde pública em Nova York.

Foto: Ascom
Campos avançou para a Fase Branca, ou seja, Nível I do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais.
Durante o encontro virtual foram apresentados dados mundiais e locais, gráficos sobre evolução da pandemia da Covid-19, como internações clínicas e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), protocolo, além das medidas implementadas pela municipalidade que permitiram chegar a atual fase, como as restrições, vigilância genômica, testagem em massa, ampliação de leitos, algoritmo de previsão (cruzamento de dados que apontava o estágio da pandemia na semana seguinte) e a estratégia de vacinação.
“No cálculo do Estado, que tem como base dados populacionais do IBGE, coloca que já temos cobertura vacinal para Covid-19 de 87% com a primeira dose e 84% de segunda dose. Importante destacar que no caso das crianças já passamos de 60% de primeira dose e 40% de segunda dose e isso nos deixa muito felizes. Queremos chegar a 70% das crianças vacinadas”, disse o responsável técnico pelo Departamento de Vigilância em Saúde, Charbell Kury. A taxa de positividade caiu de 19% na última semana de julho para 10% em agosto, mesma média nacional.
Ainda segundo o especialista, Campos registrou duas ondas da Covid-19 em 2022, sendo uma em janeiro e outra em maio, a partir da entrada da variante ômicron e suas subvariantes: BA.1, BA.2, BA.4 e BA.5. “São subvariantes menos letais, porém mais transmissíveis, deixando o cenário mais endêmico. Entretanto, nos chama a atenção que o perfil de acometidos pela doença mudou. São pessoas idosas, com comorbidades e vulnerabilidades clínicas necessitando de internação, principalmente em UTI”, alerta Charbell, exemplificando o caso de dois pacientes idosos internados no Hospital São José, um de 85 anos com apenas duas doses da vacina e outro de 78 anos sem registro de vacina.
“A vacina salvou tantas vidas e permite que hoje estejamos na fase branca da pandemia. Em algumas reuniões anteriores já chamávamos atenção que os pacientes internados eram aqueles com comorbidades, com imunodeficiência de algum nível e que não tinham a imunização completa, ou seja, que não tomaram a segunda, terceira, a quarta e, muitas das vezes, nenhuma dose da vacina. Isso é um desleixo muito grande, é brincar com a saúde, brincar com a possibilidade, pois são pessoas que estão vulneráveis e com certeza serão acometidos pela doença, podendo não resistir”, completou o secretário o secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano.









