O Brasil registra um número crescente de casos de mpox — infecção viral anteriormente conhecida como varíola dos macacos — desde o início de 2026, enquanto a doença ainda circula em diversas regiões do mundo, segundo dados das autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Dados atualizados do Ministério da Saúde mostram que o país já confirmou 81 casos de mpox neste ano de 2026, com predominância de situações leves ou moderadas e sem registros de óbitos até o momento. Em 2025, o país contabilizou mais de mil casos — cerca de 1.079 confirmações e dois óbitos — antes de observar uma redução nos primeiros meses de 2026.
A maioria das confirmações está concentrada no estado de São Paulo, seguido por outros estados como Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Paraná. 
As autoridades de saúde reforçam que o Brasil mantém vigilância epidemiológica ativa, com rastreamento de casos, acompanhamento clínico dos pacientes e orientações para isolamento até a cicatrização completa das lesões.
Em 2025, o país contabilizou mais de mil casos — cerca de 1.079 confirmações e dois óbitos — antes de observar uma redução nos primeiros meses de 2026.
O que é a mpox
A mpox é causada pelo vírus MPXV, que pertence à família Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais, objetos contaminados ou contato íntimo prolongado com pessoas infectadas.
Os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo e aumento de linfonodos. 
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas para grupos prioritários, como pessoas com HIV não controlado, trabalhadores laboratoriais de risco e contatos diretos de casos confirmados, de acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cenário global
Globalmente, a mpox continua circulando em vários países e regiões, mesmo após o surto que ganhou destaque internacional em 2022. Relatórios anteriores da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontaram que, entre 2022 e meados de 2024, mais de 100 mil casos foram confirmados em mais de 100 países, com centenas de mortes — embora os números variem conforme a região.
A OMS segue monitorando dois principais grupos do vírus: o clado I, mais prevalente em partes da África Central e Oriental, e o clado II, responsável pelo surto global iniciado em 2022.
A doença tem apresentado transmissão contínua em algumas áreas fora da África, incluindo pequenos focos de transmissão comunitária relatados na Europa e nos Estados Unidos, mesmo em pessoas sem histórico de viagem a áreas endêmicas.
Autoridades de saúde internacionais reforçam que, apesar de o risco geral ser considerado moderado ou baixo para a população em geral, a vigilância e medidas de prevenção continuam importantes, especialmente em grupos com maior risco de exposição.









