Foto: Letícia Bucker / G1

Um desentendimento entre familiares resultou em uma tentativa de homicídio por volta das 21h de ontem, 16, no bairro Cehab, em Atafona, distrito de São João da Barra. O acusado de matar o radialista Renato Machado, em janeiro de 2013, que estava respondendo pelo homicídio, foi preso.

De acordo com informações da polícia, após solicitação para proceder até a praça da Cehab, em Atafona, para averiguar possível disparo de arma de fogo foi perguntado aos moradores e pessoas que ali estavam se viram algo a respeito e responderam que nada foi visto, porém escutaram um “barulho” parecendo ser de tiro. Outras buscas foram realizadas próximo ao local afim de localizar algum suspeito, foi quando Gilmar Barreiras Ramos Junior, de 38 anos, vulgo “cachaça”, abordou a guarnição, disse ser a vítima dos disparos, que sabia quem era o autor e que poderia levar até o mesmo.

A polícia acrescenta, ainda, que procederam com a “vítima” ao local informado e não encontraram o suposto autor. “Cachaça” foi encaminhado para a 145ª DP e quando em posse de novas informações que chegaram dando conta que a motivação da tentativa de homicídio teria sido um desentendimento entre T.V.N., 30 anos, que seria parente de “Cachaça ” e C.S.M., 22 anos. Que “Cachaça” teria ido ao local para resolver a situação e que a arma estaria na casa de T.V.N. onde uma nova diligência foi feita na tentativa de encontrar não obtendo exito. A mãe do suposto “autor” compareceu a DP para ter informações do fato onde foi aconselhada a entrar em contato com seu filho para comparecer a está Delegacia para dar esclarecimentos, chegando minutos depois com uma testemunha que teria visto que “cachaça” que teria efetuado o dispara contra o C.S.M., até então acusado.

Os envolvidos foram encaminhados para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, com o apoio da viatura de Delta 17, onde após ouvir todas as partes envolvidas o “Cachaça” que era vítima passou ser acusado ficando enquadrado no Art. 121 do c.c 14 II do Código Penal (tentativa de homicídio), permanecendo preso a disposição da justiça.

“Cachaça” tem passagem por tráfico de drogas, roubo e furto, receptação, lesão corporal e homicídio, foi preso em 2013 e também no dia 22 de março de 2014, em uma operação de policiais civis de três delegacias da região, na comunidade da Tira Gosto, em Campos. Ele teria feito várias ameaças de morte contra a delegada titular da 145ª Delegacia Legal de São João da Barra, Madeleine Farias, responsável pelo caso do radialista.

No último dia 31 de agosto de 2016, a Polícia Militar cumpriu por volta das 15h30, o mandado de prisão expedido contra o suspeito de assassinar o radialista Renato Machado na noite de 08 de janeiro de 2013, na porta da rádio Barra FM.

De acordo com informações da polícia, quando em patrulhamento de rotina na rua Feliciano Sodré, em Atafona, foi abordado o homem identificado como G.B.R.J., de 36 anos, conhecido como vulgo “Cachaça” sendo feita revista pessoal no mesmo nada de ilícito encontrado, porém ao pesquisar no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas, o Sinesp, foi constatado um mandado de prisão preventiva.

Acusados da morte de Renato Machado vão a juri popular

Os acusados pelo assassinato do radialista Renato Machado, em 8 de janeiro de 2013, vão a júri popular. A data não está definida, mas a sentença de pronúncia já está publicada no Diário da Justiça. O rito do júri é composto de duas fases. A primeira, que funciona como a análise da admissibilidade da acusação, foi encerrada e o juiz da comarca entendeu que havia prova da materialidade do crime e indícios de que as pessoas mencionadas foram autoras dos delitos. Gilmar Barreiras Ramos Junior, conhecido como “Cachaça”, é acusado de ser o executor. João Roberto da Silva, o “João Pampinha”, foi indiciado como intermediário, enquanto Eloy Barcelos de Almeida Lopes é apontado como mandante do crime. Agora, tendo em vista o juízo de admissibilidade, os réus serão julgados por sete pessoas do povo, o júri popular.

O caso Renato Machado

Foto: Divulgação

O radialista Renato Machado Gonçalves, de 41 anos, um dos proprietários da Associação de Comunicação Voz de São João da Barra, a Barra FM, foi assassinado por volta das 22h30 da noite de 08 de janeiro de 2013 com pelo menos quatro tiros e o crime teve grande repercussão na mídia local e nacional, sendo reproduzido até no exterior. Renato foi executado na frente da esposa e de uma sobrinha. Ele foi surpreendido no momento em que eles chegavam de uma festa à sua residência, próximo ao estúdio da rádio comunitária Barra FM, em SJB, da qual Renato era presidente. Baleado, ele ainda foi encaminhado ao Hospital Ferreira Machado, mas não resistiu.

À época, a cobrança era grande pela elucidação do crime. Então delegada titular da 145ª Delegacia de São João da Barra, Madeleine Farias prendeu três suspeitos de envolvimento no crime. O primeiro Gilmar Barreiras Ramos Junior, 32, conhecido como “Cachaça”, foi preso uma semana após o assassinato, suspeito de ser o executor. João Roberto da Silva, o “João Pampinha”, foi preso duas semanas após o homicídio, suspeito de intermediar a execução do radialista. Já o empresário Eloy Barcelos de Almeida Lopes, suspeito de ser o mandante, foi preso no dia 05 de fevereiro do mesmo ano.

Dos três acusados pelo crime, atualmente, apenas Gilmar está preso.

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