thumbsmaterias

Foto: Carlos Grevi – Ururau

A Polícia Militar cumpriu por volta das 15h30, de ontem, 31, o mandado de prisão expedido contra o suspeito de assassinar o radialista Renato Machado na noite de 08 de janeiro de 2013, na porta da rádio Barra FM.

De acordo com informações da polícia, quando em patrulhamento de rotina na rua Feliciano Sodré, em Atafona, foi abordado o homem identificado apenas pelas iniciais Gilmar Barreiras Ramos Júnior, de 36 anos, conhecido como vulgo “Cachaça” sendo feita revista pessoal no mesmo nada de ilícito encontrado, porém ao pesquisar no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas, o Sinesp, foi constatado um mandado de prisão preventiva.

A polícia acrescenta, ainda, que de imediato procederam com o mesmo para 145ª Delegacia de Polícia para apresentação do fato onde foi confirmado o mandado de prisão expedido pela comarca de São João da Barra, Artigo 344 do Código Penal, coação processual. Gilmar ficou detido na DP e em seguida foi encaminhado para Casa de Custódia Dalton Crespo, em Campos dos Goytacazes.

Gilmar, que tem passagem por tráfico de drogas, roubo e furto, receptação, lesão corporal e homicídio, foi preso em 2013 e também no dia 22 de março de 2014, em uma operação de policiais civis de três delegacias da região, na comunidade da Tira Gosto, em Campos. Ele teria feito várias ameaças de morte contra a delegada titular da 145ª Delegacia Legal de São João da Barra, Madeleine Farias, responsável pelo caso do radialista.

A ação foi realizada pelo militares do Grupamento de Ações Táticas (GAT), 5ª Cia, através dos sargentos Rangel, Batista, Ismênio e soldado Viana.

577065_100357956772640_2062566263_n

Foto: Divulgação

O caso – O radialista Renato Machado Gonçalves, de 41 anos, um dos proprietários da Associação de Comunicação Voz de São João da Barra, a Barra FM, foi assassinado por volta das 22h30 da noite de 08 de janeiro de 2013 com pelo menos quatro tiros e o crime teve grande repercussão na mídia local e nacional, sendo reproduzido até no exterior. Renato foi executado na frente da esposa e de uma sobrinha. Ele foi surpreendido no momento em que eles chegavam de uma festa à sua residência, próximo ao estúdio da rádio comunitária Barra FM, em SJB, da qual Renato era presidente. Baleado, ele ainda foi encaminhado ao Hospital Ferreira Machado, mas não resistiu.

À época, a cobrança era grande pela elucidação do crime. Então delegada titular da 145ª Delegacia de São João da Barra, Madeleine Farias prendeu três suspeitos de envolvimento no crime. O primeiro Gilmar Barreiras Ramos Junior, 32, conhecido como “Cachaça”, foi preso uma semana após o assassinato, suspeito de ser o executor. João Roberto da Silva, o “João Pampinha”, foi preso duas semanas após o homicídio, suspeito de intermediar a execução do radialista. Já o empresário Eloy Barcelos de Almeida Lopes, suspeito de ser o mandante, foi preso no dia 05 de fevereiro do mesmo ano.

Dos três acusados pelo crime, atualmente, apenas Gilmar está preso.

Leia também: Acusados pela morte do radialista Renato Machado serão ouvidos nesta quinta

Caso Renato Machado com nova audiência no Fórum de SJB

Ausência de testemunha adia para maio audiência do caso Renato Machado