Assista aos vídeos (AQUI)

“Peritos confirmaram através de laudo pericial que a menina foi abusada sexualmente. Não há duvidas de que ela foi estuprada e espancada”, destacou a delegada da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, Madeleine Farias, que revelou na noite desta quinta-feira (1º), em coletiva para imprensa, detalhes sobre o caso da criança de 2 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarus, em Campos dos Goytacazes, na noite de quarta-feira (31).

Madeleine divulgou ainda que o laudo pericial aponta que a causa da morte foi hemorragia interna causada pelo rompimento do fígado e do baço. O documento indica que a menina apresentava lesões diferentes, produzidas em diferentes situações.

Foto: Divulgação

“Os peritos confirmaram, através do laudo pericial, que a menina foi abusada recentemente. Houve rompimento de hímen e fissura recente no ânus, mostrando que ela foi abusada. E mais, o laudo demonstra que ela foi espancada. A morte dela foi em decorrência de uma hemorragia contundente pela laceração do fígado e do baço da menina. Ou seja, ela foi espancada, a gente não sabe se com chute ou instrumento contundente, mas não há dúvidas de que ela foi abusada e espancada”, relatou Madeleine acrescentando que os dois foram enquadrados em homicídio qualificado em razão da crueldade praticada contra a menina, em razão do gênero feminino, em razão dela ter menor de 14 anos. Foi sugerida a pena de estupro qualificado em razão de ter resultado em morte. Todos esses crimes foram enquadrados na Lei Henry Borel, que é a lei que prestigia a proteção integral da criança e do adolescente”, disse.

O corpo da criança foi sepultado após passar por necropsia no Instituto Médico Legal (IML). A mãe e o padrasto foram presos na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana e encaminhados para 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. em Campos dos Goytacazes.