Morreu após 11 dias de tratamento intensivo na base do Instituto ORCA, Um filhote de toninha (Pontoporia blainvillei), resgatado após encalhar no litoral de Atafona, distrito de São João da Barra. O animal recebeu cuidados especializados durante todo o período, mas não resistiu.
Segundo o post do Instituto ORCA nas redes sociais, a toninha contou com suporte integral desde o resgate e chegou a apresentar sinais de melhora durante o processo de reabilitação. O atendimento mobilizou uma força-tarefa da REMASE, rede que reúne instituições e profissionais especializados na conservação de mamíferos marinhos.
As equipes atuaram de forma integrada, com acompanhamento contínuo e dedicação técnica para tentar garantir a recuperação do filhote. Apesar dos esforços e da evolução inicial, o animal acabou não sobrevivendo. Após a morte, foi realizada a necropsia, exame essencial para identificar as possíveis causas do óbito. Durante o procedimento, foram coletadas amostras biológicas, como tecidos e fluidos, que serão encaminhadas para análises laboratoriais detalhadas. Os exames incluem avaliações histopatológicas, microbiológicas e toxicológicas, capazes de apontar infecções, contaminações, traumas ou outras condições que possam ter contribuído para a morte do animal.
De acordo com os responsáveis, os materiais seguem agora para laboratórios especializados, e os resultados irão compor relatórios técnicos e bancos de dados científicos. As informações também serão compartilhadas entre as instituições da rede para fortalecer os protocolos de resgate, reabilitação e manejo da espécie.
O trabalho contou ainda com o apoio de parceiros como a Alliance Franciscana Dolphin e outras instituições envolvidas na preservação da fauna marinha.
Além da conclusão dos laudos laboratoriais, os dados obtidos serão utilizados em estudos sobre encalhes e mortalidade de toninhas no litoral brasileiro. As equipes reforçam ainda a importância da notificação imediata em casos de encalhe por meio do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), o que pode garantir respostas mais rápidas e aumentar as chances de sobrevivência dos animais.
A morte do filhote evidencia os desafios enfrentados na reabilitação de espécies ameaçadas como a toninha, considerada vulnerável à extinção. Apesar do desfecho triste, especialistas destacam que cada atendimento representa uma oportunidade importante de ampliar o conhecimento e fortalecer ações de conservação da fauna marinha.
A realização do PMP é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA. Em caso de encalhe de animais marinhos, o PMP BC/ES pode ser acionado pelo telefone 0800 991 4800.
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