A Polícia Civil realiza buscas em diferentes endereços ligados ao médico Sandiano Brum Mello, de 49 anos, para cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O investigado é procurado desde a decretação da prisão e, até o momento, não foi localizado.
Segundo informações apuradas, agentes estiveram em endereços do médico em Campos dos Goytacazes e São João da Barra desde a última quinta-feira (20), na tentativa de encontrá-lo. No entanto, pessoas que estavam nos locais, além de porteiros e vizinhos, relataram que Sandiano não é visto há mais de uma semana.
A prisão preventiva foi decretada pela 2ª Vara de São João da Barra e está relacionada à investigação sobre o acidente que matou um jovem casal na BR-356, no distrito de Cajueiro.
Acidente matou casal em janeiro
O acidente aconteceu na noite de 27 de janeiro de 2026, por volta das 22h, na BR-356, entre Cajueiro e a Curva de Grussaí, em São João da Barra. Segundo as investigações, um Fiat Toro conduzido por Sandiano colidiu com uma motocicleta Honda CG Titan ocupada pelo casal.
As vítimas foram Leandson Conceição da Silva, de 22 anos, e Kailla Victória Elias da Silva, de 19 anos. Os dois morreram no local em decorrência da violência da colisão. Kailla estava grávida de poucas semanas.
Imagens analisadas durante a investigação também apontaram que o veículo envolvido no acidente havia sido registrado trafegando em alta velocidade pela Avenida Liberdade, em Grussaí, momentos antes da colisão, mas a defesa do mécido nega. A Polícia Civil confirmou que se tratava do mesmo veículo envolvido no acidente fatal.
Após a colisão, Sandiano foi socorrido e levado para uma unidade de saúde em São João da Barra. Três dias depois, em 30 de janeiro, ele se apresentou acompanhado de advogado à 145ª Delegacia de Polícia e prestou depoimento.
Mandado de prisão
A Justiça decretou a prisão preventiva de Sandiano em 12 de agosto de 2026. O mandado, expedido pela 2ª Vara de São João da Barra, aponta investigação pelos artigos 306 do Código de Trânsito Brasileiro e 121, §2º, do Código Penal, este último referente a homicídio qualificado.
Até a publicação desta matéria, o médico não havia sido localizado e permanecia na condição de procurado pela Justiça.
O espaço permanece aberto para manifestação da defesa.
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