O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) denunciou à Justiça quatro policiais militares, o cabo Michel Maia Rodrigues e os sargentos Marcio Pinto dos Santos, Rafael Carlos Barbosa Soares da Silva e George Santos da Silva, pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

Em mais uma fase da Operação Patrinus, foram cumpridos, nesta terça-feira (30/06), pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), quatro mandados de prisão e de busca e apreensão, e apreendidos 1.033 invólucros de maconha, uma arma não registrada (calibre 12), simulacros de pistola, rádios transmissores e uma granada de pimenta, nos municípios de Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação conta com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

De acordo com a denúncia, os policiais militares apropriaram-se de uma pistola calibre 9 mm apreendida durante uma ação policial realizada em 27/07/2021, na Comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. A arma foi vendida por R$ 6 mil, e os PMs dividiram o valor obtido. Por meio da análise do celular de um dos denunciados e do afastamento do sigilo bancário, foram obtidas mensagens, fotografias e áudios que comprovaram a comercialização da arma de fogo.

De acordo com a denúncia, os acusados ostentam a condição de policiais militares do Estado do Rio de Janeiro, tendo se valido justamente das prerrogativas, facilidades operacionais e confiança institucional inerentes ao exercício da função pública para a prática dos crimes ora imputados.

O GAESP/MPRJ já havia denunciado, em maio deste ano, 11 policiais militares que recebiam propina de comerciantes para prestar serviços de segurança durante o expediente, em Belford Roxo. Em agosto de 2025, dez PMs também foram presos por cobrar para garantir segurança, no exercício de suas funções e utilizando viatura, uniforme e armamento da corporação.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar.

Fonte: MPRF