Centenas de alunos e professores de escolas da rede estadual como Newton Alves, de Atafona, Admardo Alves Torres, de Grussaí e Raimundo Magalhães, de Barcelos, realizaram uma manifestação pacífica durante todo o dia de hoje, quarta-feira, 02, em São João da Barra.
Alunos com apoio dos profissionais reivindicaram reajuste salarial, melhores condições de trabalho, estudo e protestaram contra o projeto de reforma da Previdência do governo do Rio à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que aumentará o desconto de 11% para 14%.
Em atafona foram cerca de 200 alunos durante todo o dia e os professores que trabalharam nesta quarta-feira também participaram da manifestação. Já em Barcelos, os estudantes foram para a BR 356 reivindicar. Em Grussaí, alunos e professores também participaram do ato. Ninguém ficou ferido durante todo o manifesto.
De acordo professores de Atafona, os alunos estão conscientes dessa manifestação e abraçaram a causa em prol de melhorias para todos os professores e, principalmente, para buscar qualidade no ensino.
– Amanhã, 03, por volta das 8h, estaremos realizando uma outra manifestação pacífica com objetivo de reivindicar uma escola melhor de infraestrutura, pois estamos com salas impróprias para o trabalho, além de estarmos engajados na situação que todo estado presencia como atrasos no salários, falta de aumento para os professores e parcelamento do décimo terceiro -, disse uma professora que preferiu não ser identificada.
Profissionais da rede estadual de Educação estão no Rio de Janeiro, onde participam de uma assembleia e ato em frente à Alerj.
A secretaria de Estado de Educação foi contestada pelo blog do Arnaldo Neto, hospedado no jornal Folha da Manhã, e afirmou que vai enviar uma equipe da Empresa de Obras Públicas ao colégio para analisar a extensão do dano, sem informar, no entanto, quando isso ocorrerá. Segundo a nota, três salas foram desativadas após o forro desabar em decorrência das recentes chuvas. A secretaria informa também que trabalha em um projeto para reposição de conteúdo, uma vez que com os espaços interditados há revezamento de aula. Sobre a alimentação escolar, a nota da Educação nega que seja de má qualidade, como relatado pela aluna, e diz que o cardápio segue rigorosamente ao que foi elaborado pela secretaria de Estado.
















