
Foto: Divulgação
Os médicos do Centro de Emergência Pedro Otávio Enes Barreto através de uma carta disseram que a culta do fechamento da unidade não seriam deles e sim da secretária de Saúde, Denise Esteves.
A paralisação total do serviço ocorreu porque os médicos que atendem na unidade resolveram cruzar os braços. Nas outras manifestações, quando técnicos paralisaram o serviço, os médicos mantiveram o atendimento ainda que de forma restrita. Nesta quarta, 28, eles divulgaram uma carta aberta à população, na qual consideram que “a saúde já nem na UTI mais se encontra, já morreu”. Confira a carta divulgada pela manhã:
“Viemos por meio desta carta tornar público o que realmente acontece no local onde trabalhamos e que seria a referência em urgência e emergência do município. Quando nós médicos chegamos ao ponto de não irmos trabalhar, é porque a situação já ultrapassou todos os limites inimagináveis. A equipe médica está de luto, assim como a saúde já nem na UTI mais se encontra, já morreu. Nós, funcionários do CESJB estamos trabalhando há meses à margem da dignidade humana, correndo atrás de todo “jeitinho” para não desassistir a população. Trabalhamos rodeados de baratas, sem luz, sem ar condicionado. Faltam remédios, gazes. Ambulância não temos há meses, ventiladores mecânicos utilizados em pacientes graves estão quebrados, hemodiálise também. Ficamos meses sem o único aparelho de raio x. Não há segurança na unidade, a ponto de funcionários já terem sido ameaçados por pessoas armadas dentro da enfermaria. E a lista de absurdos não tem fim. Cada dia uma nova missão indigna. Nem um banheiro com mínimas condições temos. Salários atrasados, e com a fim da gestão catastrófica do prefeito atual, a incerteza se receberemos ou não. No fim, somando-se tudo isso, quem sofre é a população carente do nosso município. Após 24 horas de paralisação, ninguém nos procurou para tentar conversar e negociar uma saída para esse caos. Parece cômodo ver as pessoas sem atendimento, e esperar dia 31. A secretária Denise Esteves ao invés de tentar resolver o problema, tentou instalar o clima de perseguição querendo o nome dos médicos. Denise, a culpa não é nossa, a culpa é sua”.
Fonte: Blog do Arnaldo Neto – Folha da Manhã
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