Foto: Divulgação/Polícia Civil

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Apesar da determinação da Secretaria de Estado de Segurança para rever procedimentos nas ações policiais, depois dos últimos episódios de violência no Rio, o secretário de Segurança, Roberto Sá disse  que é difícil afirmar que não vai ter mais confrontos.

De acordo com o secretário, enquanto o estado tiver apreensões de 24 armas de fogo e um fuzil por dia não há como garantir que não haverá mais reações durante as abordagens.

Roberto Sá criticou as penas brandas para crimes como apreensão de armas e fuzis. E disse que é preciso um novo pacto para discutir a lei penal.

Ele citou ainda a situação de crise do estado e que a Segurança Pública tem 45% menos de custeio que o ano passado e 60% a menos que 2013.

Roberto Sá disse também que é preocupante o anúncio feito nesta quarta-feira de redução dos serviços da Polícia Rodoviária Federal, como o patrulhamento terrestre. Nos últimos dias duas jovens foram atingidas por armas de fogo no estado.

A menina Vanessa dos Santos, de 11 anos, morreu após ter sido baleada em casa, durante uma operação policial na comunidade Boca do Mato, no Complexo do Lins, na zona norte do Rio, na terça-feira.

Na quarta-feira, uma estudante, de 14 anos, foi baleada no pátio de um Colégio Estadual, na Comunidade São José, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Um bebê ainda no útero da mãe também foi vítima da violência, na sexta-feira, em Duque de Caxias. Uma única bala atingiu a região pélvica da mãe, Claudineia dos Santos Melo, e perfurou os dois pulmões do recém-nascido Artur, além de provocar lesão na coluna vertebral e na orelha esquerda.

O secretário determinou que o estudo de caso, que vem sendo realizado pela Polícia Militar, após a morte da menina Maria Eduarda da Conceição, de 13 anos, dentro de uma escola, na Zona Norte do Rio, seja encaminhado para a Secretaria e estendido para a Polícia Civil.

Roberto Sá  participou de uma reunião do conselho comunitário de segurança no 6º Batalhão de Polícia Militar na Tijuca, onde foi apresentado um projeto de cinturão de segurança, uma parceria entre o 6º Batalhão e Comandantes das UPPS da região da grande Tijuca.

O objetivo é aumentar o policiamento da área, em vista do aumento do número de roubos de rua.

Fonte: Agência do Brasil