Foto: Bernardo Coutinho / A Gazeta

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O governo do Espírito Santo trocou o comando da Polícia Militar e pediu o apoio do Exército, enquanto os policiais estão fora das ruas. Familiares de PMs protestam por melhores salários e impedem a saída de carros dos quartéis desde a manhã de sábado, 4.

Em menos de um mês no cargo, o coronel Laércio Oliveira deixou o posto. Quem vai assumir a chefia da PM no estado é o coronel Nilton, informou o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, na manhã desta segunda-feira, 6.

A greve foi decretada ilegal pela Justiça e já foi determinado que os manifestantes saiam das portas dos quartéis. No entanto, até as 7h desta segunda, os protestos continuavam, e a polícia ainda não estava trabalhando. As manifestações acontecem em toda a Região Metropolitana de Vitória, Guarapari, Linhares, Aracruz, Colatina e Piúma.

A falta de policiamento nas ruas vem provocando confusão e insegurança. Um ônibus foi incendiado, uma guarita da PM foi queimada e há relatos de arrastões e assaltos a lojas. A Prefeitura de Vitória suspendeu o início do ano letivo na rede municipal na manhã desta segunda-feira, 6. As unidades de saúde da capital não irão funcionar, com exceção dos pronto-atendimentos da Praia do Suá e São Pedro.

Além de reajuste salarial, os familiares pedem o pagamento de auxílio-alimentação, adicional noturno, por periculosidade e insalubridade. Também são denunciados o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira.

Eles protestam no lugar dos policiais militares, que são proibidos pelo Código Penal Militar de fazer greve ou paralisação. A pena para o PM que participar em atos desse tipo pode chegar a dois anos de prisão.

O secretário de Segurança Pública informou que o governador em exercício César Colnago já pediu ao presidente Michel Temer o apoio das Forças Armadas no estado.

“A conversa está sendo feita agora cedo com o presidente para se determinar o envio de forças federais independentemente do cenário aqui. Se tivermos policiais nas ruas ou não, nós fizemos a solicitação, e o presidente já está acertando os detalhes para o envio das tropas”, afirmou André Garcia.

Fonte: G1