A Comissão Autônoma dos Servidores Públicos do Município de São João da Barra, emitiu uma nota nesta terça-feira, 28, sobre a manifestação realizada no último dia 24 de junho no Centro da cidade, onde terminou com ataques ao prefeito José Amaro Martins de Souza, Neco (PMDB), na saída da missa do padroeiro São João Batista.
Em nota, a comissão agradeceu aos servidores que compareceram ao ato e ressaltaram que mesmo sem o apoio do sindicato (SISPUSBA), foram as ruas contra a desvalorização sofrida pelo poder público municipal.
As principais revindicações foram o corte do cartão alimentação, através do decreto 018/2016, o não pagamento do abono natalino de 2015, além da ausência do reajuste salarial e do pagamento de 50% do décimo terceiro salário conforme divulgação do calendário de pagamento. Os servidores ainda temem o corte do vale transporte, que até o momento não foi liberado pela empresa de ônibus CamposTur, devido ao atraso do repasse da prefeitura.
O texto diz, ainda, que o governo municipal está na contra-mão do decreto, pois as nomeações e contratações continuam sendo feitas.
Por último, a comissão disse em resposta a entrevista do prefeito Neco no programa Balanço Geral da TV Record de Campos, exibido ontem, 28, que a manifestação foi um ato público, realizado apenas por servidores públicos municipais e que não houve nenhum envolvimento político.
“Inclusive emitimos um ofício ao chefe do Executivo para que nos receba e marque uma reunião para discutirmos esses e outros assuntos pertinentes a nossa classe servidora, porém , até o presente momento não obtivemos resposta.” diz parte do texto da nota.
Confira a nota
“A Comissão Autônoma dos Servidores Públicos do Município de São João da Barra, vem por meio deste, agradecer a participação dos servidores que estiveram presentes e os que apoiaram o Ato Público que ocorreu no dia 24/06/2016, na sede do município.
Ressaltamos aqui a importância, o impacto e a legitimidade de tal movimento mesmo sem o apoio sindical, no qual deveria nos representar. Fomos às ruas sanjoanenses se fazendo necessário diante a DESVALORIZAÇÃO que estamos sofrendo.
A começar pelo Decreto 018/16, que suspendeu por tempo indeterminado, o Cartão Alimentação, o qual é DIREITO, garantido por lei no Estatuto do Servidor no Art.59 em decorrência do Programa de Alimentação do Trabalhador. O Abono Natalino, Art.81 do Estatuto, nem mesmo o Reajuste Salarial, o qual deixa nossos salários defasados e abaixo da inflação. O calendário de pagamento ora divulgado pela administração, sofreu alteração na Primeira Parcela do Décimo Terceiro sem aviso prévio, e o Vale Transporte vem correndo o risco de não ser liberado, devido a atrasos de repasse da Prefeitura Municipal de São João da Barra à empresa de transporte intermunicipal Sanjoanense CamposTur.
Lutamos por melhores condições de trabalho. Por esses e muitos outros motivos, nos mobilizamos na luta por garantia dos direitos que dia após dia vem sendo suprimidos pela má administração pública do município de São João da Barra, pois o município anda na contramão do que se propagou no DECRETO, pois continua com um quantitativo absurdo de contratações e nomeações sendo feitas.
Contamos com o apoio de todos os servidores e população sanjoanense que é beneficiária do serviço por nós prestado.
O Ato Público dos Servidores realizado no dia 24/06/2016, sim dos SERVIDORES e não de “cartas marcadas”.
Deixamos CLARO que, foi um ATO PÚBLICO realizado somente por SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS. Tais declarações de que foi manifestação política, NÃO procede. Até porque, Servidor Público não tem vínculo e não precisa de política partidária, mas sim de políticas públicas voltadas ao Servidor. Estaremos sempre abertos ao diálogo, o que não foi feito pelo executivo, quando quis reduzir gastos. Inclusive emitimos um ofício ao chefe do Executivo para que nos receba e marque uma reunião para discutirmos esses e outros assuntos pertinentes a nossa classe servidora, porém , até o presente momento não obtivemos resposta.
Foi o primeiro dos muitos que virão nas instâncias Públicas e Jurídicas, até que haja a valorização dos servidores e a garantia do que é nosso por DIREITO. Não iremos nos calar.
São João da Barra, 28 de Junho de 2016.”
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