
Foto: Divulgação
Fábio Menezes, sanjoanense, advogado e jornalista esportivo, que também é torcedor do Bangu Atlético Clube, participou das gravações do documentário “Doutor Castor”, que conta a vida do bicheiro Castor de Andrade e estreia no Globoplay no próximo dia 11. Serão quatro episódios e é o primeiro produzido pela equipe de esportes da Globo para a plataforma.
Menezes, que recebeu o título de Cidadão Sanjoanense em 2013, destacou que foram três horas de gravação que aconteceu no estádio Proletário Guilherme da Silveira, em Bangu, Rio de Janeiro.
– Foi a segunda vez que participei de documentário evolvendo o Bangu. É sempre com muito bom poder participar, pois me remete a minha infância e reviver esse momento, além de contar histórias que o pessoal mais jovem não acompanhou é muito gratificante. Doutor Castor tem seu nome marcado na história do futebol no Brasil. O Castor era recebido por Presidente da República, Presidente da Fifa, além de ser um desportista renomado e reconhecido por todos os outros. Tinha um trânsito livre pela sociedade -, acrescentou Fábio.
“Dr. Castor” contará, em quatro episódios, a história do contraventor, que foi patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e presidente do Bangu entre as décadas de 1970 e 1990.
Normalmente, em se tratando de futebol, os filhos acompanham os pais, o avô, enfim, alguém da família, na escolha ou predileção por um determinado clube de futebol, por alguma razão. Já com Fábio foi totalmente diferente e, segundo ele, diria, inusitado.
– Não sofri qualquer influência na minha escolha, ainda que em sendo de família genuinamente tricolor (por parte materna, italiana, principalmente), tenha ganho camisas e outros apetrechos do Fluminense. O tempo passava, outras sugestões chegavam, com times da moda, final dos anos 70, início dos anos 80, e tudo se desenhava com outras cores, que não as atuais (e eternas) -, disse.
Como, então, um garoto morando na Zona Sul resolveria torcer para o Bangu, numa época em que só se falava do bairro pelas altas temperaturas e saques aos supermercados?
Ninguém sabia, naturalmente, que Fábio tinha um tio que residia em Padre Miguel, e nem que ele saía das aulas às sextas para a casa dele, à exceção, claro, da sua família, para passar os finais de semana por lá, e acabou conhecendo muita coisa do Bangu Atlético Clube.
Fábio comentou que sempre gostou muito de futebol e, no início dos anos 80, passou a frequentar estádios mais amiúde, sempre acompanhando o seu pai e, em 1981, precisamente, foi ver um jogo entre Flamengo e Bangu, no Maracanã.
– Já conhecia muita coisa sobre o Bangu, sabia que meu pai, inclusive, cobrira o futebol do clube em 1966, e fui ver com atenção o time banguense. De cara já fiquei entusiasmado com um time que tinha uma torcida pequena, mas colorida e animada por uma banda, e depois de vê-lo segurar o decantado time do Flamengo tão bravamente, não tive mais dúvidas. Dali em diante eu seria Bangu para o resto da vida. A escolha já estava feita. E Deus foi muito generoso comigo, talvez por saber que eu optei por torcer por um time numericamente inferior em termos de adeptos e simpatizantes. De presente me deu jogos memoráveis, jogadores excelentes, jogos marcantes e históricos, e momentos dos mais maravilhosos, que duvido muito que qualquer torcedor de qualquer outro time tenha tido. Fui banguense na infância e fui feliz; e sei que sempre serei feliz pelo simples fato de ser Bangu até morrer -, concluiu.









