Diretor da Beija-Flor diz que intenção era dar vitória à Unidos da Tijuca.
Ele diz que jurado afastado relata em gravação que prejudicaria 3 escolas.

Foto: Alexandre Durão

Foto: Alexandre Durão

Diante das denúncias de suposta fraude nas notas e favorecimento a uma determinada agremiação no desfile das escolas de samba do Grupo Especial, no carnaval deste ano, a Chefia de Polícia Civil determinou a instauração de um inquérito na Delegacia Fazendária.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, o objetivo é esclarecer as circunstâncias narradas por Laíla, diretor de harmonia e coordenador da comissão de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis.

A assessoria não informou quando o inquérito foi aberto. Disse apenas que todos os envolvidos – sem especificar quem exatamente – serão intimados a depor. Também não foram informadas as datas dos depoimentos.

Após a apuração do resultado dos desfiles, o diretor Laíla levantou suspeitas sobre o resultado em entrevista ao jornal O Dia – e posteriormente ao Globo. Ele chegou a declarar que havia a intenção de favorecer a Unidos da Tijuca – vice-campeã – para que ela vencesse a disputa. E que teria uma gravação de um jurado afastado momentos antes dos desfiles de que ele poderia tirar notas das baterias da Imperatriz Leopoldinense, da Acadêmicos do Salgueiro e da Beija-Flor.

O jurado de bateria Fabiano Rocha foi afastado pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) antes dos desfiles. E de acordo com o regulamento, foram conferidas às escolas a maior nota dada no quesito pelos outros três julgadores.

Fonte: G1