É com profundo pesar que familiares e amigos comunicam o falecimento de Sônia Terra Ferreira, ocorrido neste domingo, 9 de novembro de 2025, aos 81 anos. Sônia estava internada em um hospital de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, após ser transferida do Hospital Ferreira Machado (HFM), desde quando sofreu um AVC após passar mal durante o velório do advogado campista Geraldo Machado, realizado no Cemitério Campo da Paz, em Campos dos Goytacazes.
O velório acontece neste domingo (9/11), a partir das 15h, no Santuário Nossa Senhora da Penha, em Atafona, distrito de São João da Barra. A missa de corpo presente será celebrada na segunda-feira (10/11), às 8h, também no Santuário. O sepultamento está previsto para as 11h, no Cemitério do Caju, em Campos dos Goytacazes.
Filha do ex-deputado federal Alair Ferreira, que faleceu em 1987, em Brasília, e irmã do empresário Alair Ferreira Filho, morto em um acidente de carro na BR-101 em 2013, Soninha Ferreira — como era carinhosamente conhecida — deixa três filhos.
Nascida em Campos dos Goytacazes, no dia 16 de agosto de 1944, Soninha viveu na cidade até os 18 anos, quando se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Sua ligação com Atafona começou ainda na infância, quando a família passava temporadas de verão no balneário. Mesmo com a mudança para a capital, ela manteve viva essa relação com o distrito sanjoanense. Após anos de veraneio, decidiu fixar residência definitivamente em Atafona no Carnaval de 1997.
Profissionalmente, Soninha trabalhou por muitos anos nas empresas do pai, entre elas a TV Norte Fluminense, uma distribuidora de bebidas e uma agência de automóveis, bens herdados de Alair Ferreira e que foram se desfazendo ao longo do tempo. De 2001 a 2016, atuou na Prefeitura de São João da Barra, na Secretaria de Turismo e no Palácio Cultural. Também presidiu, por 15 anos, a Irmandade de Nossa Senhora da Penha.
Em 2017, criou o Moinho de Vento, um espaço para eventos localizado no terreno de sua casa, que serviu por muitos anos como palco durante o tradicional Atafolia, evento carnavalesco que marcou época, organizado pelos empresários Peri Ribeiro e César Tinoco.
A residência da família em Atafona, construída por seu pai na década de 1970, tornou-se um dos símbolos da praia sanjoanense. Em 2022, Soninha precisou deixar o imóvel após o mar atingir o muro da propriedade, mas sempre manifestou o desejo de mantê-lo preservado.
Atuante e determinada, Sônia Terra Ferreira foi uma das principais vozes na defesa da orla de Atafona, presidindo a Associação SOS Atafona, e lutando incansavelmente por soluções contra o avanço do mar — causa à qual dedicou os últimos anos de sua vida.
A família enlutada agradece as manifestações de carinho e solidariedade neste momento de dor.
Ver essa foto no Instagram








