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Criado com o propósito de aproximar formação acadêmica, mercado de trabalho e impacto social, o Instituto EWRAN surge como uma nova força no cenário educacional e empresarial da região. Em um contexto marcado por rápidas transformações profissionais e pela necessidade constante de inovação, a proposta do instituto é conectar conhecimento, prática profissional e desenvolvimento social.

O Parahybano entrevistou o professor e pesquisador Dr. Everton Maick Rangel, CEO do Instituto EWRAN (Education, Work, Research and Networking).

Parahybano: Everton, parece ousado para a nossa região a chegada do Instituto EWRAN. Sabemos da alta demanda de profissionais qualificados para atender o mercado e, também, da grande necessidade das empresas em melhorar a performance em seus processos produtivos. Você é conhecido como pesquisador e professor universitário com destaque no campo educacional, mas por que decidiu implantar o Instituto? O que despertou seu interesse?

Everton Maick Rangel: Como você destaca na pergunta, já conhecemos a demanda do mercado, seja pela necessidade de profissionais qualificados, seja pela necessidade das empresas de atender às normas que hoje orientam e qualificam os processos produtivos. Atuando no mercado educacional por mais de uma década, percebi que o processo educacional formal muitas vezes não prepara adequadamente os alunos para sua atuação profissional. Existe uma desconexão muito grande entre formação e mercado. Muitas pessoas estudam, se qualificam, mas não conseguem transformar isso em inserção profissional ou crescimento. O Instituto EWRAN nasce justamente para reduzir essa distância. Muitas iniciativas educacionais não dialogam com o mercado e, ao mesmo tempo, muitas empresas não acompanham as tecnologias e metodologias que surgem na educação. Isso gera crises de gestão e déficit de produtividade. O Instituto surge para integrar esses mundos, promovendo desenvolvimento humano, produtividade e impacto social.

Parahybano: Observamos que a equipe do Instituto é composta por profissionais altamente qualificados, com formação em grandes centros universitários nacionais e estrangeiros, em diversas áreas do conhecimento. Quais foram as dificuldades encontradas para compor essa equipe?

Everton Maick Rangel: É importante destacar que o Instituto foi idealizado junto com outros dois pesquisadores de áreas distintas, altamente qualificados e com uma ampla rede de contatos construída ao longo de suas trajetórias. Além disso, no Norte Fluminense contamos com universidades que se destacam na formação de mestres e doutores, como a UFF, a UENF e o IFF, o que facilitou muito esse processo. Porém, não nos restringimos ao Estado ou ao país, e é por isso que destacamos o Instituto como latino-americano. Acreditamos no potencial da América Latina. Somos uma região rica em talentos, criatividade e capacidade técnica, mas que ainda enfrenta desafios estruturais. O Instituto EWRAN nasce com a consciência de desenvolver pessoas e instituições a partir da nossa realidade, com padrões globais e identidade latino-americana. Por isso contamos com profissionais formados em diversas instituições internacionais, capazes de propor soluções estratégicas a partir da realidade social que vivemos.

Parahybano: O Instituto conta com “Embaixadores” nas áreas de Engenharia, Educação, Farmácia, Medicina, Direito, entre outras. Por que utilizar esse termo?

Everton Maick Rangel: Essa talvez seja a pergunta que mais escuto (risos). O termo “embaixador” representa o mais alto nível de representação diplomática entre Estados. Utilizamos essa analogia porque conseguimos reunir profissionais com grande destaque em suas áreas de atuação e formação. O Instituto não se desenvolve sem essa rede de profissionais que compartilham os mesmos propósitos. Costumo dizer que eles são a alma do Instituto. Sou muito grato a cada um deles por se dedicar a esse projeto e unir forças para tornar a vida de tantas pessoas mais qualitativa e plena, garantindo autonomia por meio da educação.

Parahybano: O Instituto pretende atuar no modelo de ensino universitário, capacitando pessoas para o ingresso no mercado de trabalho?

Everton Maick Rangel: Mais do que isso. O Instituto não atua apenas com quem busca entrar no mercado de trabalho. Trabalhamos em outras três frentes: a qualificação de profissionais que já estão atuando, garantindo atualização e maior rentabilidade em suas atividades; a gestão estratégica voltada a empresas e empresários, oferecendo serviços como auditorias, perícias, SIPATs e programas ESG; e o desenvolvimento social voltado ao terceiro setor — ONGs, OSCs e associações — auxiliando na elaboração de projetos e na captação de recursos públicos para fortalecer suas atividades e reduzir a dependência direta do Estado.

Parahybano: O Instituto se apresenta como um grande projeto e você demonstra ousadia diante da estrutura construída. Diante de tudo isso, o que sobra do Everton Maick?

Everton Maick Rangel: Pergunta difícil. Acho que o que me sobra é justamente o que me sustenta: a capacidade de sonhar e acreditar no avanço da sociedade por meio de uma educação que promova autonomia e cidadania. Como educador, mestre e doutor com formações multidisciplinares em Engenharia Elétrica, Física e Biomedicina, continuo sempre ávido pelo conhecimento. A educação transformou minha vida, e acredito profundamente no poder que ela tem de transformar a vida de muitas outras pessoas. Eu acredito na vida e na sua extraordinária capacidade de se transformar.