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O Ibama informou ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que o resíduo de óleo é o mesmo encontrado no litoral do Nordeste. A informação foi divulgada pela prefeitura de São João da Barra durante o encontro, na tarde deste domingo (24), da secretária de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, o subsecretário Mauro Farias e o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Carlos Henrique Vaz, com os secretários de Meio Ambiente e Serviços Públicos, e Segurança Pública de São João da Barra, durante uma visita nos pontos onde foram encontrados fragmentos de óleo em Grussaí.

As manchas começaram a atingir o litoral brasileiro pelas praias do Nordeste, no final de agosto. Neste mês, o óleo avançou para as praias do Sudeste, pelo Espírito Santo, chegando, agora, ao litoral fluminense.

A prefeitura disse, ainda, que através das Secretarias de Meio Ambiente e Serviços Públicos, e Segurança Pública, já sinalizou que não medirá esforços para auxiliar o Governo do Estado e os órgãos competentes nas ações preventivas no caso de surgimento de mancha de óleo na costa sanjoanense.

Ana Lúcia Santoro, Mauro Farias, Carlos Henrique Vaz se reuniram com a secretária de Meio Ambiente, Joice Pedra, o subsecretário Marcos Sá, o secretário de Segurança Pública, Anderson Campinho, o superintendente do Inea, Frederico Almeida e o coordenador da Equipe de Emergência do Inea, Paulo Eugênio Mendes.

O Inea foi informado, na sexta-feira (22), sobre a presença de óleo no litoral sanjoanense e o Ibama confirmou que o resíduo é o mesmo encontrado no litoral do Nordeste. Na tarde de hoje (24), uma comitiva esteve reunida em Macaé a fim de alinhar as próximas ações para iniciar os protocolos junto ao Governo Federal.

MP avalia interdição da praia de Grussaí onde óleo foi encontrado

Foto: Divulgação Marinha

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que avalia a necessidade de interdição da Praia de Grussaí, em São João da Barra, no litoral norte fluminense, onde foram detectados fragmentos de óleo. Segundo o MP, que instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o avanço da mancha, a medida visa proteger banhistas e a população local do risco de contaminação.

A necessidade de interdição será avaliada pela 2ª Promotoria de Justiça de São João da Barra, junto à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e à Defesa Civil.

Em nota divulgada no último dia 23, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação do desastre, formado pela Marinha do Brasil e Agência Nacional de Petróleo e IBAMA, confirmou que, na sexta-feira, cerca de 300 gramas de pequenos fragmentos de óleo foram removidos da Praia de Grussaí.

De acordo com o comunicado, o material foi analisado pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira e constatado como compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo.

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