A “gripe K” é, na realidade, uma ramificação genética da influenza sazonal H3N2

Nesta dezembro de 2025, o Ministério da Saúde confirmou a identificação de casos da chamada “gripe K” no Brasil, levantando atenção das autoridades de saúde e epidemiologistas.

📍 O que é a “gripe K”?

A chamada gripe K não é um vírus novo, mas um subclado (variação genética) do vírus Influenza A do subtipo H3N2, já conhecido por causar a gripe sazonal. O nome “K” passou a ser usado em manchetes e redes sociais para se referir a essa ramificação específica que vem sendo detectada com maior frequência em estudos genéticos.

O vírus influenza sofre mudanças e mutações naturais ao longo do tempo, e essas variações são monitoradas continuamente pelas autoridades de vigilância em saúde.

🇧🇷 Situação no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, até agora foram confirmados quatro casos da variante no Brasil:

• 1 caso no estado do Pará, relacionado a uma pessoa que chegou ao país após viagem internacional.

• 3 casos em Mato Grosso do Sul, que estão sendo investigados para confirmar a origem de infecção.

As amostras foram analisadas em laboratórios de referência do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, como os Laboratórios Centrais (Lacen) e instituições como a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz.

Até o momento, não há evidências de transmissão local comunitária generalizada da variante no Brasil, nem de que a variante K cause um quadro clínico mais grave do que a gripe comum.

🤒 Sintomas e gravidade

Os sintomas observados com a gripe K são semelhantes aos de uma gripe sazonal tradicional, incluindo:

• Febre

• Dor no corpo

• Tosse

• Cansaço

• Dor de garganta e calafrios

Esses sinais são os mesmos da influenza comum, sem indicação até agora de um alerta de maior severidade exclusivo dessa variante.

Embora crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades possam estar mais vulneráveis a complicações, especialistas destacam que o maior risco associado à gripe K — assim como outras influenzas — é a evolução para infecções respiratórias mais severas em grupos de risco e não a variante em si.

💉 Vacinação e prevenção

O Ministério da Saúde reforçou a importância da vacinação contra a gripe, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para grupos prioritários como idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde. A vacina anual contra a influenza protege contra formas graves da doença mesmo diante de variações como o subclado K.

As medidas de prevenção recomendadas incluem:

• Manter esquema vacinal atualizado
• Uso de máscaras em ambientes com circulação de pessoas quando se tem sintomas
• Higienização das mãos
• Ventilação de ambientes fechados

Essas ações ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios em geral.

🌍 Contexto global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram alertas sobre um aumento global dos casos de influenza H3N2, incluindo a variante K, especialmente no Hemisfério Norte, onde o inverno intensifica a circulação de vírus respiratórios. 

Ainda assim, segundo os órgãos internacionais, a atividade global de gripe permanece em níveis esperados para a estação, embora alguns países tenham visto aumentos precoces no número de casos e hospitalizações.

A “gripe K” é, na realidade, uma ramificação genética da influenza sazonal H3N2, detectada em alguns casos no Brasil neste fim de 2025. Até agora, os números de casos são baixos e não há indícios de maior gravidade clínica, mas as autoridades de saúde continuam em alerta, monitorando a evolução da circulação viral e reforçando a vacinação como principal ferramenta de prevenção.