Foto: Divulgação

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O ex-governador do estado do Rio de Janeiro e atual secretário Municipal de Governo da prefeitura de Campos dos Goytacazes, Anthony Garotinho, ingressou junto a Corregedoria-Geral da Polícia Federal (PF) um aditamento à representação contra o delegado da Polícia Federal de Campos, Dr. Paulo Cassiano.

De acordo com Garotinho, o delegado cometeu abusos na “Operação Chequinho”, que combate crimes eleitorais em Campos. Em postagem no seu blog, Garotinho comentou que uma pessoa que está presa disse: “Ele vai me matar. Se eu não disser o que ele quer, ele vai me matar”, referindo-se ao delegado Paulo Cassiano.

– Após perpetrada a tortura psicológica contra a presa, ela resolveu prestar novo depoimento com a presença de uma advogada que repentinamente surgiu na delegacia de polícia e mudou seu depoimento passando a mentir sobre o programa Cheque Cidadão -, disse Garotinho.

Ainda no aditamento, Garotinho pede que seja apurada a participação do delegado num encontro comemorativo da vitória do prefeito eleito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (PPS), segundo ele, organizado pela família de Paulo Cassiano para festejar o resultado.

Na mesma postagem, Garotinho disse que o delegado não quis dizer à imprensa o que vai fazer no caso da notícia-crime protocolado por ele junto à delegacia da Polícia Federal contra Herbert Sidney Neves,  dono do hospital onde Rafael Diniz realizou reunião-comício proibida por lei.

– A lei é clara, e para que não fique nenhuma dúvida vou repetir o que diz o artigo 46 da Lei Eleitoral: “Pena: detenção até seis meses”. No artigo 377 fala que “o serviço de qualquer repartição federal, estadual, municipal, autarquia, fundação do Estado, sociedade de economia mista, entidade mantida ou subvencionada pelo poder público, ou que realiza contrato com este, inclusive o respectivo prédio e suas dependência, não poderá ser utilizado para beneficiar partido ou organização de caráter político”. Neste caso, após a queixa-crime, seguem os pedidos de inelegibilidade do prefeito eleito, do vereador eleito, a cassação d diploma e a proibição da instituição, caso condenada, de fazer contratos com o serviço público -, completou Garotinho.

Entenda o Caso

No dia 19 de outubro, a Operação Chequinho da Polícia Federal prendeu os vereadores Miguel Ribeiro Machado, o Miguelito, de 51 anos, e Ozéias Martins, de 47, suspeitos de utilizarem o programa Cheque Cidadão para compra de votos. A PF afirma que os vereadores, que foram reeleitos, colhiam documentos de eleitores para cadastrá-los no Cheque Cidadão.

No dia 26 de outubro, o vereador Kellenson Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, foi preso em uma nova fase da operação, que combate crimes eleitorais. Na ocasião, também foram presos chefes de postos de saúde na cidade. Além disso, Gisele Kock, coordenadora do Cheque Cidadão na cidade, também está entre as que tiveram a prisão preventiva cumprida.

No dia 31 de outubro foram presas a vereadora eleita de Campos Linda Mara (PTC), a ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga e uma terceira mulher que é radialista em Campos, todas investigadas em um esquema de compra de votos em troca do benefício nas eleições deste ano.

Com informações do Blog de Garotinho