A secretaria de Educação do Rio de Janeiro emitiu nota ao jornal Folha da Manhã sobre a listagem publicada com o nome de mais de mil escolas públicas estaduais que foram extintas. Segundo a assessoria trata-se de fechamentos realizados nos últimos 40 anos pelo órgão e que, em sua maioria, são de unidades privadas. Sobre a resposta, publicada integralmente ao fim da postagem, é necessário fazer dois esclarecimentos:
Escolas extintas no passado: Na postagem “Estado sobre escola de Cambuci: ‘Sua escola acabou de acabar’”, são mostrados dois casos em que as medidas foram tomadas nesse mês.
a) O fechamento do Colégio Estadual Professor Manoel Gonçalves Ramos Junior, em Cambuci, foi informado na última semana.
b) Também na semana passada, alunos e funcionários da Escola Estadual Leôncio Pereira Gomes, em São Sebastião, na Baixada Campista, realizaram uma manifestação contra a decisão de municipalizar da escola.
Além disso, têm as unidades de Ensino Supletivo, apontada pela coordenadora da Sindicato Estadual de Profissionais de Educação (SEPE-RJ), Graciete Santana, como uma das áreas mais afetadas pelas medidas. Várias unidades do Ensino de Jovens e Adultos indicadas no documento estava em funcionamento ainda neste ano, como é o caso das Escolas Estaduais Nilo Peçanha e João Pessoa, no centro de Campos.
A informação de que a maioria das escolas são privadas não muda o número de escolas públicas extintas: mais de mil. A lista que foi publicada no site, e que agora só pode ser vista no link do blog (Preto no Branco) e no Parahybano, trata apenas de escolas públicas. As escolas da rede privada foram enumeradas em lista separada divulgada na mesma página.
Por que tiraram do ar?
Por fim, temerária a atitude de órgão publico em divulgar um documento OFICIAL e depois tirá-lo do ar. Se não fosse o cuidado de publicar a lista em uma plataforma própria, ela não estaria mais disponível para consulta pública. Se a assessoria precisou de mais de 7 horas para conseguir explicar (de forma bastante questionável) a medida, que o fizesse sem precisar usar o artifício de tornar a página indisponível. Um leitor chegou a questionar a veracidade do documento, pois não estava em nenhum “site confiável”. Espero que a nota da pasta reconhecendo a existência da lista seja o suficiente para dar credibilidade a este blog (Preto no Branco).
Veja a nota oficial:
“A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) esclarece que a listagem informada refere-se a unidades escolares que foram extintas no passado – algumas na década de 1970 -, ou seja, não são novos encerramentos de atividades. Vale lembrar que, em sua maioria, inclusive, são escolas privadas.
A publicação tem o intuito de atender a uma legislação federal que prevê a divulgação dessas informações de interesse público”.
Fonte: Blog Preto no Branco – Folha da Manhã
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