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O Diretor do Instituto de Identificação Félix Pacheco atestou que o jovem Layron Silva da Costa, de 21 anos, assassinado com um tiro na cabeça por volta das 23h40 do último domingo, 26, não tinha nenhum registro de antecedentes criminais.

Com faixas “Queremos Justiça” e “Por que você se foi, irmão?”, e motocicletas, amigos seguem manifestando pelas ruas de Atafona cobrando justiça.

O pai e a irmã de Layron entraram em contato com a equipe de reportagem contestando a versão da polícia.

– Então sabe que ele não era má pessoa, muito pelo contrário. E agora tem um filho pequeno que nunca mais verá o pai. E poderia acrescentar, também, que todos os documentos que estavam com ele e a moto também sumiram, curioso, não? -, destacou a irmã de Layron.

Em entrevista ao jornal Folha da Manhã, o delegado titular da 145ª Delegacia de Polícia (SJB), Carlos Augusto Guimarães, acredita que houve um auto de resistência, ou seja, crime decorrente de intervenção policial.

— Não tem como precisar, sem a perícia técnica, se o disparo foi do policial. Ao que tudo indica, sim. Vai ser apurado se houve algum tipo de excesso, vai ser apurado se o rapaz era meliante, o que estava fazendo ali com outras pessoas, isso tudo vai ser apurado. A linha de investigação aponta para um auto de resistência, que hoje em dia recebe o nome crime decorrente de intervenção policial — explicou Carlos Augusto.