A chegada do corpo do jovem que morreu nas primeiras horas desta segunda-feira, 27, no Hospital Ferreira Machado, em Campos, após levar um tiro na cabeça está gerando revolta em moradores de Atafona, distrito de São João da Barra.
Amigos e parentes de Layron Silva da Costa, de 21 anos, manifestaram pelas ruas de Atafona e, principalmente no trevo do Cuíca, onde um círculo com amigos motociclistas foi formado cobrando justiça.
Pelas redes sociais, principalmente no Facebook, os comentários dão conta da insatisfação no depoimento da polícia sobre a troca de tiros e da arma encontrada próximo ao jovem ainda baleado por volta das 23h40 de ontem, 26.
Com faixas “Queremos Justiça” e “Por que você se foi, irmão?”, e motocicletas, amigos seguem manifestando pelas ruas de Atafona. O corpo está sendo velado em frente à 1ª Igreja Batista no bairro Carrapicho e o sepultamento está marcado para está terça-feira, 28, no Cemitério São João Batista, em São João da Barra.
O pai e a irmã de Layron entraram em contato com a equipe de contestando a versão da polícia.
– Então sabe que ele não era má pessoa, muito pelo contrário. E agora tem um filho pequeno que nunca mais verá o pai. E poderia acrescentar, também, que todos os documentos que estavam com ele e a moto também sumiram, curioso, não? -, destacou a irmã de Layron.
Em entrevista ao jornal Folha da Manhã, o delegado titular da 145ª Delegacia de Polícia (SJB), Carlos Augusto Guimarães, acredita que houve um auto de resistência, ou seja, crime decorrente de intervenção policial.
— Não tem como precisar, sem a perícia técnica, se o disparo foi do policial. Ao que tudo indica, sim. Vai ser apurado se houve algum tipo de excesso, vai ser apurado se o rapaz era meliante, o que estava fazendo ali com outras pessoas, isso tudo vai ser apurado. A linha de investigação aponta para um auto de resistência, que hoje em dia recebe o nome crime decorrente de intervenção policial — explicou Carlos Augusto.












