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Não prosperou o acordo extrajudicial que a Prefeitura de São João da Barra esperava firmar com a Átrio nesta quarta-feira, 6, durante reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Campos dos Goytacazes, com o objetivo de quitar, ao menos parcialmente, os débitos com terceirizados. Na condição de “devedor”, representantes do município estiveram na audiência, mas impossibilitados de tentar qualquer tipo de acordo, uma vez que o sindicato, também presente, já havia acionado à Justiça do Trabalho. A partir de agora, qualquer decisão, só nos autos do processo.

No início de julho, a Justiça do Trabalho concedeu liminar em uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Campos que bloqueia os créditos que a Átrio tem a receber da Prefeitura. Em resumo, o município não deverá fazer o pagamento à empresa, mas um depósito judicial.

— Não tem como fazer um acordo extrajudicial. Seria até antagônico. Já existe uma ação e uma decisão judicial. Gostaria de deixar claro que o município não tem nenhum débito trabalhista. O que a gente tem é um débito empresarial — explicou o Procurador do município, Jefferson Nogueira.

O prefeito José Amaro Martins de Souza, Neco (PMDB), divulgou em sua rede social sobre a realização da reunião para tentar selar o acordo.

Os funcionários da Átrio chegaram a realizar um protesto na última terça-feira, 28, onde ficaram reunidos na Praça de Santo Antônio em um encontro com o sindicato do setor e em seguida os funcionários foram ao escritório da Átrio em SJB, cobrar respostas. Sem encontrá-las, seguiram para a Prefeitura, onde também não tiveram solução.

Com informações do blog do Arnaldo Neto – Folha da Manhã

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