Com déficits financeiros superiores à R$ 11 milhões — acumulados entre os últimos meses de 2015 e os primeiros de 2016 — a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), vivencia situação caótica e pode fechar as portas, caso o período crítico perdure. A atual ocasião da universidade, vista sob “uma perspectiva muito sombria” pelo reitor Luis César Passoni, foi discutida em uma reunião do Conselho Universitário da Uenf (Consuni), na manhã de ontem. Com o objetivo de informar à sociedade a gravidade da situação que passa a universidade, Passoni, dará uma entrevista coletiva na próxima segunda-feira, às 16h, na sede da reitoria.
Por meio de nota, a assessoria da universidade revelou que as contas atrasadas se avolumam a cada dia, sem que o Governo do Estado acene com uma previsão de normalização dos pagamentos. E confirmou que as contas de água, energia elétrica, telefone (já cortados), além de inúmeros fornecedores de materiais imprescindíveis para o funcionamento da Uenf, estão em atraso.
Passoni contou que dentre as ações determinadas pelo Conselho ontem, está o levantamento de custos, tempo e dinheiro que já foram investidos em pesquisas que podem vir a ser diretamente afetadas, em caso de o fornecimento de energia e gases for suspenso. Preocupado, o reitor revelou que a concessionária responsável pelo fornecimento de energia no município já teria dado um ultimato a Uenf quanto ao prazo para pagamento referente aos seis meses de atraso. “Este prazo já venceu, a gente recebeu a notificação, mas, por meio de uma intervenção da secretaria de Ciência e Tecnologia, o corte foi evitado, mas, o pagamento não foi feito, então, o problema continua existindo”, disse o reitor. Passoni ainda disse que, caso serviços essenciais sejam cortados, “inúmeras pesquisas irão se perder, gerando um prejuízo incalculável para a produção científica na Universidade, com todos os desdobramentos em nível regional, nacional e internacional”.
Ainda segundo a nota da assessoria, a Uenf também não tem recursos para combustível e, desde ontem não conta mais com os serviços da empresa Ferty Clean, responsável pela limpeza, que anunciou a interrupção em virtude da falta de pagamento. Isso sem falar no atraso do pagamento dos bolsistas. “A Reitoria vem dialogando com as concessionárias e empresas, no sentido de obter mais prazos para pagamento, mas está ciente de que esta situação não poderá se manter por mais tempo”, concluiu a nota.
Fonte: Folha da Manhã







