Foto: Renato Timotheo-Parahybano

Foto: Renato Timotheo-Parahybano

Policiais que atuam nas duas delegacias de Polícia Civil de Campos, São Fidélis e São João da Barra — 134ªDL, 146ªDL, 141ªDL e 145ªDL — aderiram a “Operação Basta” iniciada às 12h desta sexta-feira, 11. A mobilização de 72h termina somente na segunda-feira no mesmo horário e tem por finalidade protestar contra os atrasos de salários e o sucateamento da corporação.

Durante a paralisação, só serão atendidos casos de prisões em flagrante, medidas protetivas, apreensão de drogas, remoção de cadáveres, cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão e registros de ocorrências em que envolva violência — homicídio, estupro, latrocínio, roubo e furto de veículos. A paralisação foi decidida em assembleia da categoria realizada na noite de quinta-feira, 10, inclusive em Campos um grupo de policiais, com cartazes em mãos fizeram um ato de protesto na Praça Barão do Rio Branco (Jardim do Liceu), no Centro.

Por meio de nota à imprensa, o Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL) repudiou as ações do governador Luiz Fernando Pezão em relação aos servidores estaduais, que segundo a entidade, estão sendo prejudicados com o atraso no pagamento de salários, parcelamento do 13º.

“A categoria da policia civil não concorda com a alteração na data em que os salários são depositados, que mudaram do 2º, para o 7º dia útil e agora para o 10º dia útil. Essa mudança afeta a vida financeira dos policiais que têm compromissos que não podem ser adiados. Recebendo os salários entre 14 a 16 vão pagar tudo com juros altos”, relata um dos trechos da nota.

Ainda segundo o sindicato, o sucateamento de recursos humanos e materiais da Polícia Civil tem impedido “uma prestação do serviço público de qualidade”.  A categoria repudia também os constantes atrasos no pagamento do RAS – Regime Adicional de Serviços, programa implantado pelo próprio Governo do Estado, atraso que já chega a  quatro meses.

A população receberá nas delegacias que aderiram à paralisação um documento que justifica a dificuldade da unidade em dar cumprimento à integralidade dos procedimentos, explica a situação passada pela categoria e dá uma prestação de contas dos serviços realizados em 2015.

A equipe do Site Ururau entrou em contato com as delegacias de Macaé, Quissamã e São Francisco de Itabapoana — 123ªDL, 130ªDL e 147ªDL—, mas estas estão funcionando normalmente.

Fonte: Ururau