Foto: Prumo

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A Prumo Logística SA, fechou contrato com a empresa Oiltanking, para a venda de 20% de sua subsidiária, por 200 milhões de dólares, que será responsável pelo desenvolvimento do Terminal de Petróleo(TOIL).

A empresa alemã também administrará as operações de transbordo que serão realizadas no terminal.  O TOIL está instalada no Terminal 1(T1), e tem a capacidade de movimentar até 1,2 milhões de barris por dia, e está preparado para receber navios grandes para transporte de petróleo.

A previsão de operação do TOIL é para 2016, com o transbordo de 200 mil barris de petróleo por dia. O contrato foi assinado para operação de  20 anos, e prevê expansão para 320 mil barris de petróleo por dia.

“A Prumo conta agora com um parceiro de classe mundial para atender as principais empresas do mundo e ajudá-los a encontrar soluções para os desafios técnicos da produção de petróleo em águas profundas. Acreditamos no nosso investimento na Prumo, e a venda da participação minoritária na subsidiária possibilitará uma melhor avaliação da companhia em relação ao seu atual valor de mercado. O TOIL é apenas uma das oportunidades de negócio que o Porto do Açu pode oferecer para o pré-sal”, disse Robert Blair Thomas, CEO do EIG Global Energy Partners.

O Porto do Açu é o maior porto das Américas, com 17 km de cais, ao longo de 90 km² de terra e profundidade do canal com mais de 24 metros. O Porto tem a capacidade de receber a maior classe de navios oceânicos. Sua localização é estratégica, próximos as bacias de Campos e Santos, que juntas representam mais de 80% da produção de petróleo do Brasil. O porto está adequado para atender as indústrias de petróleo e gás

“A Oiltanking se orgulha em ter a Prumo como parceira no desenvolvimento deste grande terminal para petróleo no Porto do Açu, que irá oferecer as empresas uma operação de transbordo no estado da arte e, no futuro, armazenamento de petróleo, blending e unidade de tratamento. Acreditamos fortemente que o terminal terá um grande impacto positivo na logística e economia do setor de petróleo no Brasil”, disse Daan Vos, diretor geral da Oiltanking.

TRANSBORDO

Apesar do atual momento econômico do Brasil, as perspectivas para o Porto do Açu são positivas. Com localização estratégica, área livre para a instalação de empresas e operacional desde outubro de 2014, o Porto do Açu é uma excelente oportunidade para o aumento de eficiência e redução de custos para os clientes.

A operação do terminal de transbordo de petróleo é um exemplo da alternativa que o Porto do Açu oferece aos produtores de petróleo, que atualmente precisam realizar este tipo de operação em lugares como Uruguai e Caribe. Estas operações são geralmente realizadas em mar aberto, sem a instalação de barreiras de contenção e com a segurança oferecida no Porto do Açu. Estas alternativas são mais caras para o cliente e mais arriscadas para o meio ambiente.

Na operação ship to ship no Porto do Açu, o óleo será transportado de navios aliviadores para navios convencionais, reduzindo o frete de exportação do petróleo brasileiro em até 60%. A operação é realizada em área abrigada e cercada por barreiras de contenção, o que a torna mais segura e estável, possibilitando sua realização durante todo o ano. A realização do transbordo de forma segura e eficiente é indispensável para o pré-sal, em que o desafio de operar em águas profundas cria a necessidade de utilizar navios DPSTs com tecnologia mais avançada do que os navios tradicionais.

Além da operação de transbordo, há plano para que o TOIL do Porto do Açu também ofereça uma variedade de serviços, como armazenamento, blending, tratamento de óleo e outras atividades.

OFICINA DO PRÉ-SAL

Com mais de 40 bilhões de barris, a principal descoberta da história mundial recente, a previsão é que a produção do pré-sal continue crescendo – apesar do atual preço da commodities.

Outro exemplo da vantagem logística da Prumo para a indústria de óleo e gás, é a unidade da Edison Chouest Offshore (ECO), que está construindo no empreendimento a maior base de apoio offshore do mundo, com 1.030 km de cais e 15 berços de atracação. A Petrobras assinou um contrato com a Edison Chouest para o uso de seis berços, com operação prevista para novembro deste ano. A base no Porto do Açu diminui o tempo de viagem entre a Bacia de Campos e as bases de apoio atualmente existentes, reduzindo também para menos de um terço o tempo de operação atual, o que contribui para diminuir a quantidade de embarcações que aguardam em fila para atracação. Estes fatores representam uma economia gigantesca nos principais custos da exploração e produção do petróleo, em um momento em que a Petrobras e outros produtores estão focados na redução de custos, além de diminuir a poluição visual das longas filas de navios no Rio de Janeiro que entram Baía de Guanabara.

A Prumo também criou uma joint venture com a BP (50% cada empresa) para a comercialização de combustível marítimo no Porto do Açu, fornecendo aos clientes do porto uma alternativa competitiva para reduzir os custos com combustível em suas operações offshore.

Além disso, a empresa também assinou um memorando de entendimento com o Grupo Bolognesi para desenvolver projetos de gás, como uma unidade de regaseificação e um hub para o setor. A unidade de regaseificação irá fornecer combustível para o desenvolvimento de projetos de geração de energia térmica, permitindo que o Porto do Açu comece a ofecer gás natural aos seus clientes industriais. Isto também possibilitará uma alternativa para o gás natural produzido no pré-sal, conhecido como gás associado, rentabilizando sua produção.

“O TOIL é apenas a ponta do iceberg. A Prumo tem diversos projetos para o futuro, como para gás e energia. O GNL importado é uma forma rápida de se gerar energia no curto prazo, e que pode ser substituída por gás natural da nossa produção nacional no futuro. O Brasil precisa desesperadamente de novas fontes de energia e os produtores de gás precisam rentabilizar o seu produto – o que é bom para os dois lados. Assim como temos diferenciais com o terminal de petróleo, o Porto do Açu também oferece vantagens para o gás natural “, disse Thomas.

Fonte: Prumo